hino da GALP II
Ainda em relação ao hino homofóbico da GALP e à resposta de Pedro Bidarra (um dos 'criativos' da BBDO responsáveis pela letra) não resisti a colocar aqui o que foi escrito por Miguel Vale de Almeida no seu blog.
O último a chegar é machão
A resposta de Pedro Bidarra a Sara Martinho denota bem o que é viver num mundo tão "normal", tão "sem problemas", tão... "no centro", que todas as queixas dos outros são tratadas como ridículas (em tempos foram tratadas como "histéricas"; hoje como "politicamente correctas"; e agora até dá jeito falar de "defesa da liberdade de expressão").
Talvez fosse bom fazer notar a Pedro Bidarra que na longa lista de palavrões que cita não há um só dirigido a homens heterossexuais qua homens heterossexuais. A razão é simples: não existem. E não existem porque o centro neutro não é alvo de insulto. A inventar-se um insulto (usando, por exempo, a palavra "machão"), não resultaria como tal.
A outra coisa que (habilmente) Pedro Bidarra evita na longa lista de palavrões são os insultos raciais. Mesmo que não tenha sido consciente, este truque tem um efeito acrescido: retirar "paneleiro" da esfera de equivalência com os insultos raciais, menorizar a nossa alegaçãao de nos sentirmos insultados enquanto categoria social. Pudera: esse é justamente o tipo de operação que o "centro neutro" tem o poder de fazer. E faz.
A resposta de Pedro Bidarra a Sara Martinho denota bem o que é viver num mundo tão "normal", tão "sem problemas", tão... "no centro", que todas as queixas dos outros são tratadas como ridículas (em tempos foram tratadas como "histéricas"; hoje como "politicamente correctas"; e agora até dá jeito falar de "defesa da liberdade de expressão").
Talvez fosse bom fazer notar a Pedro Bidarra que na longa lista de palavrões que cita não há um só dirigido a homens heterossexuais qua homens heterossexuais. A razão é simples: não existem. E não existem porque o centro neutro não é alvo de insulto. A inventar-se um insulto (usando, por exempo, a palavra "machão"), não resultaria como tal.
A outra coisa que (habilmente) Pedro Bidarra evita na longa lista de palavrões são os insultos raciais. Mesmo que não tenha sido consciente, este truque tem um efeito acrescido: retirar "paneleiro" da esfera de equivalência com os insultos raciais, menorizar a nossa alegaçãao de nos sentirmos insultados enquanto categoria social. Pudera: esse é justamente o tipo de operação que o "centro neutro" tem o poder de fazer. E faz.
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2 Comentários:
é nestas coisas que se podemos observar o quão atrasadas ainda dão as nossas mentalidades...é triste :-(
p.s- obrigado pelos parabéns ontem ;-)
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Thiago, at
07 abril, 2006 16:15
Eu tambem reclamei e deram a mesma resposta, mas eu tornei a responder e a resposta foi educação ofensiva, a minha não foi melhor claro
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João Baptista, at
07 abril, 2006 17:54
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