relações

Esta tarde conversava com alguém sobre relações e, como tantas outras vezes, às tantas o assunto fazia-me pensar em como valia a pena referi-lo num post. Regra geral, acabo por não concretizar a ideia mas hoje dou lugar à excepção. Contava-lhe que uma amiga desabafa comigo várias vezes sobre a sua primeira relação mais séria e permanente com alguém. Sobre as incertezas que tem, tais como pensar se estará com a pessoa que realmente condiz consigo ou como não querer deixar sair pela janela alguma oportunidade que não aparece duas vezes. Pede-me conselhos, perspectivas. Eu penso em como é que do alto dos meus 25 anos e da minha parca vivência posso ser algum grande conselheiro. Digo-lhe isso e responde-me que gosta de me ouvir. Hoje dei comigo a pensar que talvez não seja disparatado de todo pensar que muito embora a experiência que temos possa ser pouca, as relações homossexuais obrigam-nos a crescer e a maturar determinados aspectos mais rapidamente. Há todo um conjunto de particularidades e contrariedades a ultrapassar que fazem com que a sensatez, a determinação, a percepção do que realmente importa e faz sentido, tenham de predominar. Acho esse um lado bom. E gosto de pensar que daí possa vir algum valor acrescentado. Então se ajudar a saber o que dizer, o que focar e como apoiar alguém, tanto melhor.
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10 Comentários:
Bom, do alto da minha inexperiência absoluta e da minha idade algo tenra (19), comparativamente, concordo com o referido, visto que é uma situação bem mais complexa. Assim, uma relação de cariz homossexual é, desde logo, diferente socialmente, o que exige uma maior certeza de passos, um maior crescimento e maturidade dos intervenientes. Não há, assim, tanto espaço para deslizes. Isto, claro, na maioria dos casos de homossexuais normais, longe daquele estereotipo das paradas gays (sem qualquer preconceitos, estes são mais destemidos)! Daí tanto os primeiros passos relacionais serem dados mais tardes… e por mim falo! Não obstante disto, as relações também parecem ser mais “sérias”, com bem menos infidelidades e afins!
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Anónimo, at
28 agosto, 2007 22:14
Hum, relações/ralações/amores/desamores/mitos de relações estáveis/instáveis...é tudo uma questão do momento que estamos a viver a sentir...
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t., at
29 agosto, 2007 10:52
Se a experiência ensina algo é não dar conselhos.
O melhor é ouvir e procurar estruturar as ideias, sem colocar nisso o nosso controlo.
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Momentos, at
29 agosto, 2007 19:13
Sou da opinião de que mais do que querer receber conselhos ou dar conselhos as pessoas deviam compartilhar experiências e daí aproveitar os ensinamentos que se aplicam ao seu caso particular. Por vezes aceitar um conselho é fugir da responsabilidade de tomar uma decisão e passar para outro o peso das nossas decisões.
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Anónimo, at
29 agosto, 2007 23:03
concordo plenamente, axo k os conselhos k podemos dar de algo k nos aconteceu, podem n ser vividos da mesma maneira a kem aconselhamos
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Anónimo, at
30 agosto, 2007 01:32
Amigo, tão perto e tão longe, lol.
Qd teremos o privilégio de estar consigo???
Sobre o post, mesmo não vivendo as pré raciocínio sobre o assunto que poderá ajudar a pessoa que pede ajuda. O importante é teres amigos que te têm como conselheiro.
Abraço
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Anónimo, at
03 setembro, 2007 01:25
Concordo plenamente com o i.antão. Nestas matérias de relações e de amor, não há regras, logo não há conselhos. Está-se a lidar com a coisa mais subjectiva e que dá mais azo a variadas interpretações: o sentimento. É tudo à base de sentimentos. E entre o que se sente e o que nos é dito, o que mais nos afecta é sempre o que vem do nosso interior.
No entanto, relações homossexuais são, a meu ver, bem mais complexas, e como dizes, obrigam-nos a amadurecer e a ver as coisas de um modo bem diferente. E esse, de facto, é um lado bom. Mas para nós próprios. A experiência é nossa, os sentimentos são nossos e de mais ninguém.
PS - opinião dada do alto dos meus 21 anos, logo sujeita a graves erros e falhas de interpretação de algo tão grandioso e complexo como é a experiência de vida =P
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Voyager, at
05 setembro, 2007 16:10
Gostei muito do teu texto, deu voz ao que também eu sinto.
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Frankenstaquio, at
08 setembro, 2007 21:42
Gostei muito do teu texto, deu voz ao que também eu sinto.
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Frankenstaquio, at
08 setembro, 2007 21:42
Caro Dcg
também eu me sinto por vezes uma espécie de "para-raios", no que toca a desabafos de pessoas que me contam casos pessoais, por vezes de real intimidade e me pedem opiniões; nunca pensei que isso pudesse ser baseado no facto da minha homossexualidade, embora o possa admitir, pelo que se diz e sinto , acerca da extrema sensibilidade que evidenciamos; mais o entendo, no meu caso, devido à idade, pois sendo uma pessoa mais velha e com experiência e vida, posso sugerir a ideia de que nos meus dizeres estará a chave das dúvida que as pessoas têm. A chave está sempre nessas próprias pessoas, é a mensagem que procuro transmitir.
Se me permites, gostaria de utilizar este teu espaço para enviar uma saudação ao teu comentador r.
parece-me ser, apesar da sua jovem idade, uma pessoa com os pés bem assentes na terra, o que já se não usa muito, nostempos que correm.
Abraço.
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João Roque, at
13 setembro, 2007 15:55
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